sexta-feira, 12 de setembro de 2014

O Orçamento público é um instrumento de planejamento e execução das Finanças Públicas. No Brasil, sua natureza jurídica é considerada como sendo de lei em sentido formal, apenas. Ou seja, tem o caráter meramente autorizativo das despesas públicas ali previstas. O orçamento contem estimativa das receitas e autorização para realização de despesas da administração pública direta e indireta em um determinado exercício, que, no Brasil, coincide com o ano civil.

 Existem princípios básicos que devem ser seguidos para elaboração e controle dos Orçamentos Públicos, que, no caso Brasileiro,  estão definidos na Constituição Federal, na Lei 4.320/64, no Plano Plurianual, na Lei de Diretrizes Orçamentárias e na recente Lei de Responsabilidade Fiscal.


A seguir, 2 vídeos da série Orçamento Fácil para você entender um pouco mais sobre o assunto.



quarta-feira, 24 de julho de 2013

Escolas públicas: Como garantir uma gestão financeira eficiente

Caprichar no planejamento e na organização ajuda a gerir os recursos da escola, garantindo economia de tempo e bons resultados

Administrar o orçamento requer organização, responsabilidade e transparência, uma vez que a gestão dos recursos públicos é regulada pelas leis federais de Direito Financeiro (4.320/64) e de Licitações (8.666/93) e pela lei complementar de Responsabilidade Fiscal (101/2000). O artigo 212 da Constituição diz que a União deve aplicar no mínimo 18% (e os estados e municípios, 25%) de suas receitas em Educação. A verba que vem do governo federal é distribuída pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) por canais como o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) - depositado na conta bancária da entidade executora da escola, geralmente a Associação de Pais e Mestres (APM), e ganhando rapidez para suprir necessidades básicas de manutenção, aquisição de material didático e formação. Já os recursos dos estados e municípios são administrados pelas Secretarias de Educação, que providenciam itens como estrutura física, carteiras e pagamento de funcionários. Existe ainda o montante arrecadado em eventos ou em parcerias com o setor privado. Quanto mais você estiver familiarizado com as etapas abaixo, menos tempo gastará com essa tarefa.
1. Definição de prioridades
Para o professor Almir Ferreira de Sousa, da Universidade de São Paulo, "sem a visão geral das necessidades da escola, o diretor se dedica só a apagar incêndios". Esse olhar panorâmico é conseguido com a reunião de representantes de professores, funcionários, equipe gestora, estudantes, pais e comunidade para defi nir prioridades, com a participação ativa da APM e do Conselho Escolar. Para garantir a aprendizagem, vale se perguntar o que é imprescindível para atingi-la. Materiais? Obras de reparo? Formação de professores? As respostas viram uma lista e cada item ganha uma ordem de urgência antes da distribuição dos recursos.
2. Cálculo correto dos gastos
Quanto mais detalhado for o planejamento, melhores serão os resultados. "Distribuir recursos é como servir um bolo. Algumas pessoas se satisfazem com um pedaço maior, e outras, com um menor", exemplifi ca Andrea Silveira, diretora fi nanceira do Instituto de Gestão Educacional Signorelli e professora da Fundação Getúlio Vargas (FGV), do Rio de Janeiro. Para calcular certo cada fatia (os gastos) do orçamento e compreender como melhorar a receita da escola, é preciso ter referência. Uma boa maneira de adquirir parâmetros é levantar nos documentos da instituição o histórico de gastos de três ou quatro meses do ano anterior e fazer uma média de quanto cada área demandou (informática, recursos humanos, material etc). Não custa lembrar que a escola pública deve seguir as normas da Lei de Licitações. De acordo com os valores e o tipo de gasto, essa legislação estabelece a obrigatoriedade de haver uma ação que permita a comparação de preços (concorrência, tomada de preços ou carta-convite) antes da contratação do serviço ou da compra de material. Por menor que seja esse gasto, o processo referente a ele deve conter, no mínimo, três orçamentos registrados.
3. Elaboração do orçamento geral
Se você fez bem a lição de casa nas etapas anteriores, está pronto para esta - que nada mais é que o detalhamento do plano de gastos. Nesse planejamento devem constar os valores definidos para cada uma das prioridades, assim separados: estimativa de entrada de recursos e de arrecadação (receitas) e previsão de despesas. De acordo com a terminologia do orçamento público, essas últimas devem ser classificadas em dois grupos. As "correntes" se referem aos gastos diários com a manutenção da escola, como compra de material e contratação de serviços. As "de capital" são as despesas com equipamentos, materiais permanentes e execução de obras. Para que o planejamento não desande é preciso estar sempre atento ao fluxo de caixa, ou seja, ao dinheiro que entra e sai diariamente. Como os imprevistos sempre acontecem, como margem de segurança é recomendável prever uma reserva. Outra medida que garante um bom controle da execução orçamentária é cuidar para que sejam emitidos sempre cheques nominais. Esse procedimento facilita o acompanhamento do extrato bancário, o que deve ser feito com frequência.
4. Prestação de contas transparente
A escola tem de prestar contas de seus gastos à Secretaria de Educação à qual é vinculada, aos executores dos programas de fi nanciamento com os quais estabelece parceria - em períodos estabelecidos previamente por lei ou pelo regulamento da entidade fi nanciadora - e à comunidade. Os balanços fi nanceiro e orçamentário são obrigatórios, conforme determina o artigo 70 da Constituição Federal. Acompanhado por documentos fi scais e justifi cativas, o relatório de prestação de contas precisa ser aprovado pelo conselho fi scal da escola antes de ser divulgado. Os formulários para essa finalidade mudam de acordo com o órgão de onde saem os recursos. No caso da verba recebida pelo PDDE, a escola também encaminha a prestação de contas para a Secretaria. Os formulários estão disponíveis no site do FNDE (www.fnde.gov.br). Já com relação aos recursos fi nanceiros privados, é essencial atender aos critérios da instituição que repassou a verba. Numa gestão democrática, a comunidade precisa ser informada de todas as aplicações feitas em benefício da escola. Mas isso pode ser divulgado de maneira mais informal, publicando as informações no jornal interno, no mural ou em assembleias com a presença de pais e alunos.
5. Comprovação de gastos
Todos os originais de documentos fiscais precisam ser encaminhados ao órgão responsável pela contabilidade. Lá ficam disponíveis para a fiscalização do Tribunal de Contas. Para garantir o controle interno, porém, é recomendável manter cópias de tudo. A boa organização da papelada é meio caminho andado na hora de justifi car as despesas. Fica mais fácil encontrar os documentos e manipulá-los se estiverem separados por contrato. Uma boa prática é criar uma pasta (ou processo) para cada um. Por exemplo, se a escola recebeu da Secretaria uma verba para executar uma obra na cozinha, o ideal é documentar esses reparos, organizando a papelada por ordem cronológica: comprovantes, extratos bancários, notas fiscais e recibos, plano de aplicação dos recursos e prestação de contas. São válidos somente os recibos e documentos emitidos em nome da escola. Aqueles em nome de pessoa física ou de terceiros ficam de fora.

Fonte: Revista Escola

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Brasil registra maior superávit primário para fevereiro desde o início da série histórica

30/03/2012
Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O setor público consolidado (governo federal, estados, municípios e empresas estatais) registrou superávit primário, que são receitas menos despesas, excluídos os juros da dívida, de R$ 9,514 bilhões, em fevereiro deste ano. É o maior resultado para meses de fevereiro desde o início da série histórica do Banco Central (BC), em 2001.
Mesmo com o resultado, o esforço fiscal do setor público não foi suficiente para cobrir os gastos com os juros nominais (encargos financeiros) que incidem sobre a dívida. Esses juros chegaram a R$ 18,269 bilhões. Com isso, houve déficit nominal, que são receitas menos despesas, incluídos os gastos com juros, de R$ 8,755 bilhões.
Em fevereiro, o Governo Central (Banco Central, Tesouro Nacional e Previdência) registrou superávit primário de R$ 5,317 bilhões. Os governos regionais (estaduais e municipais) fecharam o mês com superávit primário de R$ 5,070 bilhões. As empresas estatais, excluídos os grupos Petrobras e Eletrobras, registraram déficit de R$ 872 milhões.
Em 12 meses encerrados em fevereiro, o superávit primário do setor público chega a R$ 138,579 bilhões, o que representa 3,33% de tudo o que o país produz - Produto Interno Bruto (PIB).
Edição: Juliana Andrade

terça-feira, 27 de março de 2012

Nova Contabilidade Governamental

Com o processo de convergência que se iniciou no Brasil com a lei nº 11.638/2007, a Secretaria do Tesouro Nacional  (STN) junto com o Conselho Federal de Contabilidade uniram esforços para desenvolver, de acordo com as diretrizez do IPSAS, o Manual de Contabilidade Aplicado ao Setor Público, através da Portaria nº 751 de 16 de dezembro de 2009.

Abaixo o link para a acessar o manual:
http://www.stn.fazenda.gov.br/contabilidade_governamental/manuais.asp

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

23/12/2010 00:29

Congresso aprova Orçamento de R$ 2 trilhões e mínimo de R$ 540

O Congresso aprovou nesta quarta-feira (22), após 113 dias de tramitação, o Orçamento federal para 2011, o último a ser sancionado pelo governo Lula e o primeiro a ser executado pelo futuro governo Dilma Rousseff. O Orçamento que sai do Parlamento para sanção presidencial é R$ 25,5 bilhões superior à previsão inicial encaminhada pelo governo, e alcança a casa dos R$ 2,073 trilhões. Após as modificações feitas pelos parlamentares, o investimento total (das estatais e do orçamento fiscal) soma R$ 170,8 bilhões, um crescimento de 7,5% sobre a proposta original.
A pedido do Executivo, o investimento das estatais teve uma ligeira mudança, de R$ 107,5 bilhões para R$ 107,4 bilhões, motivada por mudanças na implantação da rede nacional de banda larga por parte da Telebras.
O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), principal carteira de projetos do governo, recebeu R$ 40,15 bilhões, após o corte de recursos durante a tramitação do projeto. O governo, porém, foi autorizado a elevar a verba ao seu valor inicial (R$ 43,52 bilhões), por meio de decreto. Para isso, terá que tirar recursos de despesas discricionárias – que não possuem vinculação legal a uma determinada área.
Salário mínimo
A relatora do projeto, senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), manteve o salário mínimo em R$ 540, acordado com o governo. O reajuste em relação ao atual (R$ 510) é de 5,9%. Caso a previsão do governo para o INPC deste ano se confirme (4,89%), o aumento real será de menos de 1%, o menor desde o início da gestão de Lula.
O Executivo poderá elevar esse valor por meio de medida provisória, sem precisar indicar a fonte que financiará o reajuste, que impacta as contas da Previdência. Com o salário mínimo de R$ 540, a despesa com benefícios da Previdência Social aumentará em R$ 366,8 milhões em 2011. A despesa geral do sistema ficará em R$ 275,5 bilhões, contra os R$ 275,1 bilhões previstos no projeto do Executivo.
Movimentação
O PAC esteve no centro de uma intensa disputa entre governo e oposição desde terça-feira (21), quando foi apresentada a primeira versão do parecer final da senadora Serys Slhessarenko. O parecer autorizava o Executivo a movimentar, via decreto, até 30% dos recursos do programa. Ou seja, até R$ 12 bilhões poderiam ser alocados livremente pelo governo. Dispositivo semelhante já havia sido incluído no parecer ao Orçamento no ano passado, mas acabou saindo da lei por pressão da oposição.
Neste ano, os dois lados em disputa chegaram a um acordo, que só foi fechado na noite desta quarta (22), instantes antes do início da votação do Orçamento pelo Plenário do Congresso. A nova redação permite ao governo remanejar 25% da verba do PAC (R$ 10,04 bilhões). Os outros 5% precisarão de autorização prévia do Comitê de Acompanhamento de Execução Orçamentária, da Comissão Mista de OrçamentoA Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização é responsável pela análise das propostas orçamentárias concebidas pelo Executivo. Além disso, deve acompanhar o desenvolvimento anual da arrecadação e da execução do Orçamento, fazendo eventuais correções ao longo do ano. A Comissão vota o Plano Plurianual, com metas a serem atingidas nos próximos quatro anos; a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que estabelece os parâmetros do Orçamento; e a Lei Orçamentária Anual, que organiza as receitas e despesas que o Governo terá no ano seguinte. Atualmente, o papel do Congresso é autorizar o Orçamento, ou seja, analisar os gastos propostos e aprovar sua realização.. Na prática, a medida não diminui a margem do Executivo, apenas exige a manifestação do Congresso para o remanejamento total. Como o governo terá maioria na comissão em 2011, não deverá enfrentar dificuldades para conseguir os 5%.
Mesmo assim, o deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), que neste ano relatou as receitas orçamentárias para 2011, disse que a criação do “gatilho” de 5% satisfez a oposição e mostrou que o novo governo está aberto a negociação. Ele confirmou que a presidente eleita participou do processo que levou ao acordo. “O maior temor era o Congresso não participar da definição dos investimentos no Brasil. Investimento hoje é o PAC. Por isso, estamos satisfeitos”, disse.
Para o líder do governo na Comissão de Orçamento, deputado Gilmar Machado (PT-MG), o acordo atendeu aos dois lados. “Cada um saiu ganhando. O melhor é que o Congresso fez a sua parte e o novo governo já assume com um Orçamento”, afirmou Machado, que negociou todas as mudanças do parecer final diretamente com a oposição.
Parâmetros
O Orçamento aprovado prevê um Produto Interno Bruto (PIBIndicador que mede a produção total de bens e serviços finais de um país, levando em conta três grupos principais: - agropecuária, formado por agricultura extrativa vegetal e pecuária; - indústria, que engloba áreas extrativa mineral, de transformação, serviços industriais de utilidade pública e construção civil; e - serviços, que incluem comércio, transporte, comunicação, serviços da administração pública e outros. A partir de uma comparação entre a produção de um ano e do anterior, encontra-se a variação anual do PIB.) de R$ 3,927 trilhões em 2011, com crescimento real de 5,5% sobre 2010, e superavit primárioResultado positivo entre a arrecadação global do setor público (excluídas as receitas obtidas com aplicações financeiras) e o total de gastos gastos, desconsiderando as despesas com juros. O poder público, ao se impor o superávit primário, busca evitar o excesso de despesas. Esse dado é um dos principais termômetros observados pelo investidores estrangeiros para medir a capacidade de um país pagar os credores em dia. Além disso, o saldo de arrecadação obtido é utilizado para pagamento da dívida pública. consolidado de R$ 117,9 bilhões, o equivalente hoje a 3% do PIB. Os gastos com funcionalismo público somam R$ 199,8 bilhões – R$ 33 bilhões a mais do que o total autorizado neste ano.
A tramitação da proposta orçamentária no Congresso enfrentou, em 2010, duas mudanças de relatores-gerais. Ao longo do processo, o primeiro relator, senador Gim Argello (PTB-DF), foi substituído pela senadora Ideli Salvatti (PT-SC), que deu lugar a Serys Slhessarenko. Apesar dos problemas, a votação foi realizada dentro do prazo constitucional, já que a partir desta quinta-feira (23) o Congresso entra em recessoInterrupção temporária das atividades legislativas. Não havendo convocação para sessão legislativa extraordinária, o recesso da Câmara e do Senado será de 18 a 31 de julho e de 23 de dezembro a 1º de fevereiro..
Reportagem - Janary Júnior
Edição – Daniella Cronemberger
Fonte: www.camara.gov.br

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Eco-efficiency

Eco-efficiency can be achieved through unity between the provision of sustainable goods and services at competitive prices that meet human needs, and thus promotes the reduction of environmental impacts and consumption of natural resources.
In the context of environmental pollution, a [system] is that eco-efficient it can produce more and better, with fewer resources and less waste. To this end, assume to seven key elements to eco-efficiency:

   
1. Minimize the material intensity of goods and services
   
2. Minimize the energy intensity of goods and services
   
3. Minimize dispersal of toxic
   
4. Encourage the recyclability of materials
   
5. Maximize sustainable use of renewable resources
   
6. Extend product durability
   
7. Increase the service intensity of goods and services
   
8. Promote consumer education to a more rational use of natural resources and energy
Examples of eco-efficiency measures

    
* Replace conventional equipment for products with automatic closing help alleviate the problem of water scarcity
    
* Opt for alternative forms of energy generation.
    
* Deploy automatic lighting system, reducing wasteful spending of light.
    
* Replace light bulbs for energy-saving lamps.
    
* Separate waste.
    
* Solid waste should be reduced, recycled and reused.
    
* Make composting organic waste.
    
* Develop social activities, involving the local community and, if possible, expand programs to the entire society.
    
* Policies for reforestation.
Implement an environmental management system in a company, reduces costs, avoids risks, ends with the competitive edge, avoid health risks to employees and customers, achieves legal compliance, reduces pollution, ensures the maintenance of natural resources and motivates people involved to engage in environmental issues.


More in : http://www.wbcsd.org/

Contabilidade Ambiental

Por Júlio César Zanluca (Portal de Contabilidade)
Há uma consciência quase que universal que os recursos naturais são limitados, e não podem mais ser desperdiçados, sob pena de comprometimento do equilíbrio ecológico de nosso planeta.
 
A contabilidade como ciência apresenta condições, por sua forma sistemática de registro e controle, de contribuir de forma positiva no campo de proteção ambiental, com dados econômicos e financeiros resultantes das interações de entidades que se utilizam da exploração do meio ambiente. Especificamente, tal conjunto de informações é denominado de “contabilidade ambiental”.
 
Contabilidade ambiental, portanto, é o registro do patrimônio ambiental (bens, direitos e obrigações ambientais) de determinada entidade, e suas respectivas mutações - expressos monetariamente.
 
Seu objetivo é propiciar informações regulares aos usuários internos e externos acerca dos eventos ambientais que causaram modificações na situação patrimonial da respectiva entidade, quantificado em moeda.
 
Historicamente, a Contabilidade do Meio Ambiente passou a ter status de um novo ramo da ciência contábil em fevereiro de 1998, com a finalização do "relatório financeiro e contábil sobre passivo e custos ambientais" pelo Grupo de trabalho inter-governamental das Nações Unidas de Especialistas em padrões Internacionais de Contabilidade e relatórios (ISAR – United Nations Intergovernanmental Working Group of Experts on International Standards of Accounting and Reporting).
 
A contabilidade é uma enorme fonte de registro, interpretação e informação de dados empresariais e governamentais. Sua utilidade social é bem expressa pelo então presidente da França, Jacques Chirac, em seu discurso na sessão plenária de encerramento do XV Congresso Mundial de Contadores, em 1997:
 
"... A profissão contábil desempenha um papel fundamental na modernização e internacionalização de nossa economia. Isso porque vocês não se restringem a cuidar de contas. Vocês são conselheiros e, às vezes, confidentes das administrações de companhias, para que têm um importante papel a desempenhar, especialmente em assuntos sociais e tributários. Vocês orientam pequenas e médias empresas e sua administração, simplificando as alternativas, que ainda são demasiado complexas. Vocês desempenham, portanto, um papel no desenvolvimento das possibilidades de emprego, o que merece um especial registro de reconhecimento...".
VANTAGENS DA UTILIZAÇÃO DA CONTABILIDADE AMBIENTAL 
Em decorrência da crescente escassez de recursos naturais e da degradação da natureza, em todo o mundo acirrou-se o debate econômico, político e social sobre tais situações e as medidas necessárias à reversão deste cenário. Daí a necessidade de se conhecer o problema não somente sob seus aspectos mais amplos – mas também específicos: boa parte da degradação ambiental é decorrência dos próprios entes de produção de bens e serviços – o chamado “progresso a todo custo”. 
Como não é possível (nem desejável) reverter o progresso, pois os sistemas econômicos necessitam atender à demanda de bilhões de pessoas do planeta terra – há de se encontrar respostas às tais questões mediante um amplo e contínuo trabalho de aferição dos eventos ambientais por todos agentes (governo, entidades privadas e ONG`s) – daí a contabilidade, como ciência, tem a vantagem de oferecer meios de aferição econômica de tais políticas. 
A utilização irresponsável de meios naturais para a produção de bens e serviços, além dos danos ambientais óbvios, tende a gerar para a entidade que o provocou o repúdio da sociedade e dos consumidores. Economicamente, a gestão ambiental não precisa ser encarada como “um custo a mais”, mas uma ótima oportunidade de demonstrar a responsabilidade social e melhorar a imagem mercadológica – e por conseguinte – gerar um saudável ciclo de lucros sustentáveis a médio e longo prazo.
Para a tomada de decisões e avaliação regular de tais políticas ambientais, a contabilidade é imprescindível, pois gera informações relevantes aos administradores de qualquer entidade. 
Poderíamos sintetizar as seguintes vantagens da utilização da contabilidade ambiental: 
- identificar e alocar custos ambientais, de maneira que as decisões de investimentos estejam baseadas em custos e benefícios adequadamente medidos;
- permite aferir, economicamente, as reduções de gastos com água, energia e outros recursos, renováveis ou não;
- gera informações e demonstrativos sobre a eficácia e viabilidade econômica das ações ambientais;
- a publicação do balanço ambiental gera transparência da gestão e uma potencial melhoria de imagem da entidade produtora perante o público;
- a contínua correção das ações ambientais, em decorrência da utilização de dados físicos-contábeis, contribui para a sociedade como um todo – pois haverá redução do nível de agressão à natureza na elaboração de produtos e serviços indispensáveis.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Sistema de Contas/Escrituração

Os lançamentos na Contabilidade Aplicada à Administração Pública são efetuados em quatro grandes sistemas independentes de contas. A utilização de sistemas de contas tem como objetivo básico, facilitar a elaboração dos demonstrativos exigidos pela Lei nº 4.320/64. Os lançamentos contábeis - partidas dobradas - são feitos dentro de um mesmo sistema.
O Sistema Orçamentário é representado pelos atos de natureza orçamentária, tais como: previsão da receita, fixação da despesa, cancelamentos de créditos, descentralização de créditos, empenho da despesa. No Sistema Orçamentário é feita a comparação da receita prevista e da despesa fixada com as suas respectivas realizações.
O Sistema Financeiro
está relacionado com os ingressos(entradas) e os dispêndios(saídas) de recursos, ou seja, com o registro dos recebimentos e pagamentos de natureza orçamentária e extra-orçamentária.
O Sistema Patrimonial registra os fatos não financeiros ou extra-caixa, tais como: os bens móveis e imóveis, estoques, créditos, obrigações, inscrição e baixa da dívida ativa, operações de créditos, superveniências e insubsistências ativas e passivas, etc. È constituído por contas que registram e demonstram a variação e a posição dos componentes patrimoniais.
O Sistema de Compensação é representado pelos atos praticados pelo administrador que não afetam o Patrimônio de imediato, mas que poderão vir a afetá-lo futuramente, e, também pelas contas de controle que proporcionam à administração um acompanhamento mais eficaz de determinados atos administrativos, como por exemplo, a execução de Restos a Pagar. Os atos potenciais registrados no Sistema de Compensação são os títulos e valores sob responsabilidades(cauções, depósitos judiciais, depósitos para recursos, etc), as garantias(avais, fianças e hipotecas), os convênios e os contratos.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Contabilidade Pública

Conceito:
Ramo da contabilidade que coleta, registra e controla os atos e fatos da fazenda pública, mostra o patrimônio público e suas variações, e acompanha e demonstra a execução do orçamento.
Objeto:
Seu objeto de estudo é o patrimônio público, exceto os bens de domínio público, como praças, estradas, ruas, açudes, lagos etc.

Não esta interessada apenas no patrimônio público e suas variações e mas também no orçamento e sua execução.
Regime Contábil
A Lei nº 4.320, de 17.03.64, em seu art. 35, determina o seguinte:

“ Art. 35. Pertencem ao exercício financeiro:
I. As receitas nele arrecadadas;
II.As despesas nele, legalmente, empenhadas. ”
Para compreender a artigo 35 é preciso primeiro definirmos regime contábil e empenho.
Regime contábil: é o procedimento adotado no registro dos fatos contábeis, considerando o momento da sua ocorrência ou realização. Os regimes contábeis que são utilizados são:
- Regime de Caixa
- Regime de Competência

Regime de Caixa: neste regime as receitas e despesas são reconhecidas (escrituradas) no exercício em função dos recebimentos e pagamentos, ou seja, no momento em que esses ocorrem.
Exemplo (sem valores):
Vendas a prazo em 01/01/x1 com recebimento em 31/01/x1
Registro em 01/01/x1: não há
Registro em 31/01/x1:
D - Caixa ou Banco (conta patrimonial)
C - Receitas (conta de resultado)
Regime de Competência: neste regime as receitas e despesas são reconhecidas (escrituradas) no exercício em função da ocorrência (fato gerador), independentes de recebimentos e pagamentos.
Para o mesmo exemplo:
Vendas a prazo em 01/01/x1 com recebimento em 31/01/x1
Registro em 01/01/x1
D- Clientes ou duplicatas a receber ( conta patrimonial)
C - Receita de Vendas (conta de resultado)
Registro em 31/01/x1
D - Caixa (conta patrimonial)
C - Clientes ou duplicatas a receber (conta patrimonial)
Regime Misto: é a junção dos 2 regimes anteriores (caixa e competência).
Empenho: é ato emanado de autoridade competente que cria para a entidade pública a obrigação de pagamento.
Conforme o artigo 35, pertencem ao exercício financeiro:
- a receitas arrecadadas (regime de caixa)
- as despesas empenhadas (regime de competência)
Assim, alguns autores entendem que o Regime Contábil da administração pública é o Misto, sendo caixa para as receitas e competência para as despesas. Ou seja, as receitas serão reconhecidas no momento do recebimento, enquanto que as despesas serão registradas no momento do empenho (sem que tenha havido qualquer desembolso).

Embora o empenho represente ato de autoridade competente que cria obrigação para o Estado, não refere-se a um fato gerador de obrigação, o que implica em aplicação incorreta do princípio da competência. 
Próxima aula: Sistema de contas

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Fatos que alteram o custo de aquisição (MP/Mercadorias)

Como já citado anteriormente, os fretes e seguros alteram o custo de aquisição das mercadorias (estoques). Além desses itens que também alteram o custo de aquisição das mercadorias e, portanto devem ser considerados e contabilizados para fins de apuração de estoques:

Descontos Incondicionais Sobre Compras
São descontos obtidos no momento da aquisição das mercadorias. O saldo desta conta (Descontos Incondicionais sobre Compras) deve ser encerrado a crédito da conta Compras, obtendo-se, assim, o valor líquido destas.

Exemplo:

D – Descontos incondicionais s/ compra
C – Estoque de mercadorias.............XXXXXXX

Abatimentos Sobre Compras
São valores que reduzem o preço de aquisição de compra em função de eventos ocorridos após a operaçãoOs abatimentos sobre compras são provenientes de: – diferença de tipo, qualidade, quantidade, peso ou qualquer outro fator que esteja em desacordo com o pedido ou com a nota fiscal de compra. Contabilmente, o abatimento sobre compra é conta retificadora de compra.

Exemplos:

D – Abatimentos s/ compra
C – Estoque de mercadorias ..............XXXXX

Impostos Incidentes Sobre Compras
Na compra de mercadorias para revenda, o ICMS e o IPI incidem sobre as compras, porém no momento das vendas apenas o ICMS incidirá. Assim, o ICMS é recuperável (compensado o valor do imposto pago na aquisição com o valor a ser pago nas vendas), mas o IPI não é recuperável.

Na compra de matérias-primas para industrialização, ambos; ICMS e IPI são recuperáveis, porque haverá incidência destes impostos quando da venda dos produtos industrializados.

Os tributos recuperáveis são registrados em contas representativas de direitos realizáveis, já os tributos não recuperáveis integram o custo dos bens adquiridos.

Exemplo: Aquisição de mercadorias para revenda, à vista:

Valor : $ 10.000,00 – Icms (18%) – recuperável

Lançamento Contábil:
D- Estoques ........................$ 8.200
D – Icms a recuperar..............$ 1.800
C – Caixa............................$ 10.000

No caso de aquisição de matérias-primas ( Indústria), em que IPI e ICMS são recuperáveis, temos os seguinte lançamento:

Valor da MP adquirida: $ 10.000,00 – ICMS (18%) / IPI (10%) destacado na NF

Lançamento Contábil:

D- Estoque de Matérias-primas.....$ 7.200
D – IPI a recuperar.....................$ 1.000
D – ICMS a recuperar..................$ 1.800
C – Caixa................................$ 10.000

Devoluções de Compras
Correspondem a devoluções de mercadorias adquiridas para revenda ou matéria-prima , resultando na diminuição das compras realizadas. Podem ser contabilizadas como Devolução de Compras ou Compras Canceladas.

Exemplos:
D – Devolução de Compras ou Compras Cancelas
C – Estoque de mercadorias ou Estoque de MP............XXXX

Veremos adiante, os principais métodos de controle de estoques.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

A Contabilidade no Brasil

A Contabilidade no Brasil
Até 1940
Mercado incipiente com economia agrária;
Profissão ainda muito desorganizada com o predomínio do "guarda-livros".
Decreto Lei nº 2.627 de 1940
Influência da escola italiana;
Em 1494, em Veneza (Itália), foi estabelecido o "Tratado particular de conta e escrituração", pelo frei e matemático Luca Paccioli;
Sociedades formadas por familiares;
Visão escritural: registro, controle e atendimento ao fisco.
Necessidades de Mudanças
Evolução da economia: abertura do capital das empresas e influências de firmas de auditoria;
Ampliação da quantidade e maior confiabilidade nas informações.
Mudanças Significativas
Contabilidade vista como sistema de informações;
Aprimoramento das Demonstrações;
Introdução da Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados, mostrando de forma clara o lucro ou prejuízo do exercício;
Introdução da Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos, mostrando a eficiência da administração;
Obrigatoriedade das Notas Explicativas para fornecer informações complementares;
Escrituração e registros desvinculados da legislação fiscal (mais importante);
Contabilidade elaborada para a entidade;
Valorização do profissional;
Novas funções e áreas de atuação: gerencial, custos, auditoria, analista financeiro, perito contábil, consultoria, tributarista, controller;
Classificação das contas no Balanço;
Horizonte temporal: distinção do curto e longo prazo;
Definição do Exercício Social.

domingo, 25 de fevereiro de 2007

Revisão 01 - Contabilidade: Conceitos e Operações Básicas

Contabilidade: é a ciência que estuda, controla e analisa o patrimônio das entidades.

Patrimônio: é o conjunto de bens, direitos e obrigações (representam os recursos que uma empresa dispõe para alcançar as suas finalidades.

Objeto da Contabilidade: é o patrimônio das entidades.

Capital Próprio
Ativo (Débitos)

Bens + Direitos

Capital de Terceiros
Passivo + PL (Créditos)

Obrigações

Técnicas Contábeis:

  • Escrituração: registro dos fatos contábeis de forma contínua e metódica, tendo como suporte os documentos pertinentes as transações efetuadas.
  • Demonstrações: documentos (relatórios ) que prestam informações úteis conforme a necessidade do usuário.
  • Auditoria: inspeção realizada sobre a escrituração contábil, a qual verifica a exatidão dos procedimentos e fatos contábeis
  • Análise de Balanços: análise dos dados fornecidos através dos demonstrativos contábeis, que permitem avaliar a situação patrimonial de uma entidade.

Princípios Fundamentais de Contabilidade: preceitos que norteiam a técnica e a doutrina contábil.

Conceitos de Capital:

Capital Social: registro inicial de formação do patrimônio da entidade originária da entrega de recursos (pelos sócios) para formação do capital da entidade.

Capital Realizado: recursos entregues pelos socios a disposição da entidade. Corresponde a valores integrais disponíveis.

Capital a Realizar: a parcela não integralizada, a diferença entre o capital social e o realizado. Recursos ja registrados pelos sócios, mas ainda não disponíveis à entidade.

Operações Básicas com Mercadorias

Na aquisição de mercadorias para revenda( a prazo) no valor de $ 1.000,00 o lançamento será o abaixo:

D - Estoque

C - Fornecedores

Compra de mercadorias para revenda conf. NF nº 1 em 02/02/x1.................$ 1.000,00

Ocorre, no entanto, que o valor real do custo de aquisição da mercadoria não é aquele apresentado na nota fiscal de venda, pois a empresa tem outros gastos necessários para que a mercadoria chegue até ela, como por exemplo:

- gastos com transporte

- seguros para cobrir eventuais prejuizos durante transporte até seu depósito

- despesas alfandegárias em caso de importação de mercadorias

Todas essas depesas integram o valor do custo de aquisição de mercadoria. Desta forma, temos:

Custo de aquisição de mercadorias = valor da compra conf.NF + valor do frete + valor do prêmio de seguro + valor das despesas alfândegárias.

Exemplo: Compra de mercadorias para revenda a vista no valor de $ 10.000, com pagamento de seguro à vista no valor de $ 300 e e frete a pagar no recebimento no valor de $ 800.

Lançamentos

D - Estoque......................11.100,00

C- Bancos..........................10.300,00

C - Fretes a pagar.................800,00

Custo das Mercadorias Vendidas

É valor da baixa no estoque correspondente a saida de mercadorias decorrente de venda, baixa essa que refere-se ao custo de aquisição.

No sistema de inventário Periódico pode ser obtida pela fórmula:

CMV = Ei + C - Ef , onde

CMV é o custo das mercadorias vendidas

Ei é o estoque inicial de mercadorias

Ef é o estoque final de mercadorias

C é compras.

É importante considerar que durante as operações de aquisições de mercadorias podem ocorrer devoluções, abatimentos, descontos ou perdas que deverão ser consideradas no cálculo do CMV. Portanto, a fórmula acima apresentada refere-se a um conceito básico.

Veremos a seguir os fatos que alteram o custo de aquisição das mercadorias e os diversos sistemas de controle de estoque.